Opinião alheia não paga as minhas contas!

fear

Enfrentar nossos próprios medos é um exercício diário e muito árduo, se querem realmente saber. Até escrever sobre eles me assusta, porque antes mesmo de enfrentá-los é preciso admiti-los. E admitir fraqueza é sempre dolorido para o ego. Me questionei o motivo disso tudo, fiquei tempos e tempos refletindo sobre o que me amedronta. Quase sempre caio na mesma cilada de: o que os outros vão pensar. Claro, esse medo não nasceu agora. O parto foi feito há tempos, às escuras, como se fosse uma gravidez indesejada. Mas esse filho não foi para a adoção. Pelo contrário, rebelou-se quando viu que era ignorado na própria morada.

O medo do outro é o que mais me assombra. Isso porque além do medo da negativa alheia, eu criei uma espécie de vergonha pelo que eu era. E, bem, exatamente o que eu era? Ou melhor, o que eu sou? A insegurança é um abraço frio diante das nossas conquistas diárias. Não adiantava eu ser uma boa pessoa, se eu não fosse bem-sucedida. O que seria, então, sucesso? Sucesso não é ser feliz? Desde quando colocar a felicidade profissional acima da felicidade pessoal que já existe demandava tanta importância assim?

Oras, eu já tinha presenciado pessoas se esconderem na casca do profissionalismo para fugirem das dores da vida pessoal. Varrendo para debaixo do tapete aquilo que motivou esse texto aqui… O medo. Esses dias uma amiga me disse, “você não deixou de viver”. Na minha cabeça, eu havia deixado. Embora meu corpo dissesse o contrário, de que a minha vida estava em constante movimento. Só meio fora de órbita porque sempre dei demasiada importância para a famigerada “vida profissional”. Mas para quem eu devia satisfação, se não para minha própria existência?

Para quê maquiar uma vida para os outros ainda assim encontrarem motivos para me deixar para baixo? A língua humana é ferina. Deixar-nos atingir pelo que ela profere, depende de nós. Claro, nem sempre conseguimos filtrar e evitar que os comentários nos atinjam. Mas ter noção de que eles não nos representam é um bom exercício para começar a dialogar com os medos.

E você, qual é o seu?

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